Biscoito da Sorte
Aceita um biscoito da sorte? É só clicar e descobrir a surpresa que tem dentro dele pra você!


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Comecei a pensar que havia escolhido o dia errado para caminhar pelo Ibirapuera, famoso parque de São Paulo. De uma manhã fria de junho o que mais poderia eu esperar?
Acordei naquele fim de madrugada para terminar de redigir um texto para uma revista. Como de costume, assei cinco pães de queijo e misturei algumas gotas de café ao leite quente. Levei a cadeira ao jardim e, enquanto o tomava, olhei para o céu e procurei a lua. Não a encontrei...
Em meio ao silêncio, pude ouvir, na sala, a impressora trabalhando. Estava imprimindo a obra que me fora enviada por e-mail.
Ao perceber que o ruído cessou, interrompi o desjejum e a inútil busca pela musa dos poetas no espaço para pegar a resma. Retornei ao relento munido de cerca de seis dezenas de sulfite. Bebi o último gole de leite quente sem tirar os olhos do título do primeiro poema: "Poesía de noche sin luna".
Deixei para pensar na suposta coincidência quando cheguei ao parque. Sou um homem que gosta de encantar-se com os mistérios da vida e, naquela ocasião, o que mais me agradou foi a sintonia. Gosto de sinais e o universo costuma ser meu "amigo invisível".Clicando aqui, você lê o texto completo
Acordei naquele fim de madrugada para terminar de redigir um texto para uma revista. Como de costume, assei cinco pães de queijo e misturei algumas gotas de café ao leite quente. Levei a cadeira ao jardim e, enquanto o tomava, olhei para o céu e procurei a lua. Não a encontrei...
Em meio ao silêncio, pude ouvir, na sala, a impressora trabalhando. Estava imprimindo a obra que me fora enviada por e-mail.
Ao perceber que o ruído cessou, interrompi o desjejum e a inútil busca pela musa dos poetas no espaço para pegar a resma. Retornei ao relento munido de cerca de seis dezenas de sulfite. Bebi o último gole de leite quente sem tirar os olhos do título do primeiro poema: "Poesía de noche sin luna".
Deixei para pensar na suposta coincidência quando cheguei ao parque. Sou um homem que gosta de encantar-se com os mistérios da vida e, naquela ocasião, o que mais me agradou foi a sintonia. Gosto de sinais e o universo costuma ser meu "amigo invisível".Clicando aqui, você lê o texto completo


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Minha mãe, relatou a história da minha asneira estúpida pro escritor.
O rosto de Brenman corou-se de satisfação com o deleite da narrativa. A menininha de seus olhos pulou de alegria no interior de seu globo ocular e ele mandou essa:
– Que causo genial! Vou contar pra todo mundo! Quá… quá… quá… quá… quá!
Ele rachou o bico pra valer! E completou:
– Seu filho deve ter pensado: "Nossa! Que telefone baratinho!".
A partir de então, o senhor Ilan Brenman comenta sobre a minha peripécia em todas as suas conferências. Isto é uma honra pra mim!
Está certo que eu virei um personagem bizarro, motivo de chacota pra entreter o público e deixar o ambiente mais leve, possibilitando que Brenman utilize-me como piada, antes de enveredar por assuntos realmente sérios. Divertindo-se às minhas custas, a plateia queda-se mais receptiva à explanação do orador. Mas que se dane, bicho! Estou orgulhoso e pronto!Clicando aqui, você lê o texto completo
O rosto de Brenman corou-se de satisfação com o deleite da narrativa. A menininha de seus olhos pulou de alegria no interior de seu globo ocular e ele mandou essa:
– Que causo genial! Vou contar pra todo mundo! Quá… quá… quá… quá… quá!
Ele rachou o bico pra valer! E completou:
– Seu filho deve ter pensado: "Nossa! Que telefone baratinho!".
A partir de então, o senhor Ilan Brenman comenta sobre a minha peripécia em todas as suas conferências. Isto é uma honra pra mim!
Está certo que eu virei um personagem bizarro, motivo de chacota pra entreter o público e deixar o ambiente mais leve, possibilitando que Brenman utilize-me como piada, antes de enveredar por assuntos realmente sérios. Divertindo-se às minhas custas, a plateia queda-se mais receptiva à explanação do orador. Mas que se dane, bicho! Estou orgulhoso e pronto!Clicando aqui, você lê o texto completo


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Eu vi um velho bruxo
Sentado na calçada
Que levantou e disse
O conto de Alice.
Outro lado, espelho
Buraco do coelho
Rosas que eram brancas
Pintadas de vermelho.
Rainha tão maluca
Faz o que dá na cuca
As cartas do baralho
Pra casa um atalho.
O homem falou pra mim
Seguir o coelho branco
Corra até o fim
Nos matos e barrancos.Clicando aqui, você lê a poesia completa
Sentado na calçada
Que levantou e disse
O conto de Alice.
Outro lado, espelho
Buraco do coelho
Rosas que eram brancas
Pintadas de vermelho.
Rainha tão maluca
Faz o que dá na cuca
As cartas do baralho
Pra casa um atalho.
O homem falou pra mim
Seguir o coelho branco
Corra até o fim
Nos matos e barrancos.Clicando aqui, você lê a poesia completa


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O segundo palestrante, biólogo atuante no Greenpeace, foi bem mais moderado. Consentiu alguns tópicos evidenciados pelo precoce colega, mas salientou que deveria ser aplicado um policiamento geoclimático para impedir que a ganância do setor industrial ameaçasse a natureza no que tange a poluição.
O discursista seguinte, um aposentado doutor em geoclimatologia, fez questão de enfatizar a sua longa experiência na profissão para divergir de seus pares, mostrando-se tranquilo em relação à atualidade e reticente quanto ao futuro.
E, para encerrar a solenidade, foi ao púlpito um sábio senhor que aparentava ter mais ou menos oitenta anos. Diferentemente dos demais, não expôs uma única vertente e nem salvaguardou uma opinião, apenas esclareceu os elementos, conjecturou e, humildemente, delineou uma gama de hipóteses.
Creio que ninguém mais naquele recinto olhou para os experts na mesma condição que eu. Pelas reações fisionômicas dos espectadores, deu para perceber que cada um dos quatro conferencistas tinha os seus adeptos. Já eu concordei com todos. Todos estavam certos, se observados pelo ângulo do contexto que se propunham.Clicando aqui, você ouve a crônica
O discursista seguinte, um aposentado doutor em geoclimatologia, fez questão de enfatizar a sua longa experiência na profissão para divergir de seus pares, mostrando-se tranquilo em relação à atualidade e reticente quanto ao futuro.
E, para encerrar a solenidade, foi ao púlpito um sábio senhor que aparentava ter mais ou menos oitenta anos. Diferentemente dos demais, não expôs uma única vertente e nem salvaguardou uma opinião, apenas esclareceu os elementos, conjecturou e, humildemente, delineou uma gama de hipóteses.
Creio que ninguém mais naquele recinto olhou para os experts na mesma condição que eu. Pelas reações fisionômicas dos espectadores, deu para perceber que cada um dos quatro conferencistas tinha os seus adeptos. Já eu concordei com todos. Todos estavam certos, se observados pelo ângulo do contexto que se propunham.Clicando aqui, você ouve a crônica


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E o mérito não é só do sobrinho transviado, é do cunhado viado do seu Ayrton também. Um importante elo da economia que prostitui o seu corpinho masculino nos semáforos da rua Rego Freitas e tem o poder de transferir renda do bolso de grandes advogados, que apreciam o universo do prazer transex, pras contas bancárias das lojas de grife homossexual. Viado e transviado estão contribuindo economicamente a todo vapor.
Esta minha masturbação mental fez-me esquecer os dois oragos do povo, que não mais proseiam elegantemente e bebericam seus cafezinhos na longeva padoca. As cortinas fecharam-se, seus lugares foram ocupados por outros paulistanos e os três trabalhadores braçais não estão mais boquiabertos e podem cuidar de seus afazeres mais familiares e úteis.
Esta minha masturbação mental fez-me esquecer os dois oragos do povo, que não mais proseiam elegantemente e bebericam seus cafezinhos na longeva padoca. As cortinas fecharam-se, seus lugares foram ocupados por outros paulistanos e os três trabalhadores braçais não estão mais boquiabertos e podem cuidar de seus afazeres mais familiares e úteis.
(Trecho da crônica para rádio "As duas últimas Coca-Colas do deserto")
Clicando aqui, você ouve a crônica

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Está certo que, cinco anos antes, em 1980, quando eu contava apenas três aninhos, havia ganho um brinquedo Mini Cine da Estrela, num concurso infantil de fim de ano no qual fora proposto que delineássemos ilustrações natalinas. Nesta ocasião, o meu trabalho ficou longe das melhores classificações, cabendo a mim somente esta prenda destinada a candidatinhos medianos. Entretanto, eu ganhei enquanto aos priminhos meus que se expressavam bem com canetinhas coloridas coube, como brinde, um desenxabido cinto, digo, sinto... sinto muito.
Um quinquênio escoado, esta lembrança nada me motivava. Apesar da pouca idade, tinha eu plena consciência de que só ganhara porque os avaliadores acharam bonitinho um menininho tão pequerrucho colar algodão para perfazer a barba branca do bom velhinho. Sabia que o prêmio não fora nenhum mérito decorrente de algum dom passível de repetir-se em outras circunstâncias da minha vida. Afinal, de modo cruel, descobrimos que, quanto mais crescemos, mais ficamos sem graça aos olhos dos adultos e, o que era gracioso e divertido, torna-se banal.Clicando aqui, você lê o texto completo
Um quinquênio escoado, esta lembrança nada me motivava. Apesar da pouca idade, tinha eu plena consciência de que só ganhara porque os avaliadores acharam bonitinho um menininho tão pequerrucho colar algodão para perfazer a barba branca do bom velhinho. Sabia que o prêmio não fora nenhum mérito decorrente de algum dom passível de repetir-se em outras circunstâncias da minha vida. Afinal, de modo cruel, descobrimos que, quanto mais crescemos, mais ficamos sem graça aos olhos dos adultos e, o que era gracioso e divertido, torna-se banal.Clicando aqui, você lê o texto completo





